O manuscrito Voynich
O pergaminho é autêntico. A tinta é do período. A escrita obedece às leis estatísticas de uma língua real, e cinco mãos diferentes a copiaram com disciplina de copista profissional. Ninguém nunca leu uma linha.
- Acervo
- Beinecke MS 408, Yale
- Suporte
- Pergaminho de vitela
- Datação C-14
- 1404 – 1438
- Extensão
- ≈ 240 páginas
- Palavras
- ≈ 38 mil
- Status
- Não decifrado
É um livro pequeno. Vinte e três centímetros e meio de altura por dezesseis de largura, cinco de espessura — cabe numa mão, embora ninguém o segure assim há muito tempo. O pergaminho é fino e ficou macio com o tempo; foram precisos os couros de quatorze ou quinze bezerros para montá-lo. Quem o folheia com luva vê primeiro as plantas: folhagens verdes e ocres, raízes vermelhas desenhadas com o cuidado de um herbário. Depois vêm os diagramas circulares, as figuras em banhos, as raízes isoladas ao lado de recipientes. E, em toda página, corre o texto.
A letra é firme. Não há rasura, não há hesitação, não há a caligrafia irregular de quem inventa enquanto escreve. As palavras se separam por espaços como em qualquer livro europeu do século XV. Os parágrafos começam e terminam onde deveriam. Tudo naquela página diz que ali está escrita alguma coisa.
Só que o alfabeto não é nenhum alfabeto conhecido, e em mais de cem anos de tentativas — por criptógrafos militares, linguistas computacionais, medievalistas, amadores obstinados e pelo menos dois homens que morreram convencidos de ter conseguido — ninguém produziu uma leitura que outra pessoa consiga reproduzir.
01O livro, página a página
Antes de qualquer teoria, convém olhar. Estas são sete das 213 imagens que a Beinecke publicou do volume — três da seção botânica, que ocupa mais da metade do livro, e uma de cada uma das outras.
Repare no que as seções têm em comum. O texto ocupa sempre a mesma proporção da página. As ilustrações nunca invadem a coluna de escrita. Há um projeto gráfico ali, e ele é consistente do começo ao fim de um livro que levou muito tempo e muito dinheiro para ser feito.
02O que a matéria diz
Esta é a parte do caso que está resolvida, e resolvê-la eliminou a hipótese mais confortável.
Em 2009, a Universidade do Arizona datou amostras do pergaminho por radiocarbono. O resultado foi consistente em todas as folhas testadas: entre 1404 e 1438. O animal que forneceu aquela pele morreu na primeira metade do século XV.
A datação do suporte, sozinha, não provaria nada — pergaminho em branco podia ser guardado por décadas, e um falsário com acesso a um códice antigo teria material de sobra. Por isso a análise das tintas importa tanto. O exame dos pigmentos encontrou tinta ferrogálica no texto e nos contornos, azurita moída no azul, ocre vermelho com hematita nos castanhos, compostos de cobre nos verdes. Nada disso é anacrônico: é exatamente o que se esperaria de um manuscrito europeu do período, e nada nas amostras aponta para material moderno.
03A cadeia de donos
O manuscrito reaparece no registro histórico em Praga, no começo do século XVII. A primeira folha traz uma assinatura hoje quase apagada, recuperada sob luz ultravioleta: Jacobus Horcicky de Tepenec, o químico imperial de Rodolfo II. É a evidência material mais antiga de posse.
A história de que o próprio Rodolfo II teria comprado o livro por seiscentos ducados — uma fortuna — aparece numa carta escrita décadas depois e é relatada como coisa ouvida, não presenciada. Circula como fato desde então. Não há documento que identifique este livro numa compra. Há, nas contas da corte, o registro de uma venda a Rodolfo em 1599, por seiscentos florins, mas sem descrição do volume.
O primeiro dono comprovado por documento é Georg Baresch, alquimista de Praga, que em 1639 escreveu ao jesuíta Athanasius Kircher, em Roma, pedindo ajuda para ler o livro que tinha em casa e chamava de esfinge. Kircher, que era tido como o homem capaz de ler qualquer coisa — havia publicado traduções dos hieróglifos egípcios que se revelariam inteiramente fantasiosas —, não respondeu ao que interessava.
Em 1665, Jan Marek Marci, reitor da Universidade Carolina, enviou o manuscrito a Kircher junto com a carta que hoje é conservada com o livro. Dali ele foi para a biblioteca do Colégio Romano, e mais tarde para um dos lugares onde os jesuítas esconderam o acervo nos arredores de Roma. Qual, é discutido: a tradição diz Villa Mondragone, em Frascati; a pesquisa de René Zandbergen aponta Castel Gandolfo e trata Mondragone como palpite do antiquário Kraus. Em 1912, Wilfrid Voynich comprou dos jesuítas parte de uma coleção que, segundo Zandbergen, somava cerca de 280 manuscritos. Este estava entre eles, e passou a levar o nome dele.
Depois vieram a viúva Ethel, a secretária Anne Nill, o antiquário Hans Kraus — que o comprou por vinte e quatro mil e quinhentos dólares em 1961, pediu cento e sessenta mil e não achou comprador. Em 1969, Kraus o doou a Yale, onde ele é a MS 408 e onde está até hoje.
04A escrita
Aqui o caso fica difícil de um jeito específico: o texto se comporta simultaneamente como língua e como não-língua.
São cerca de 38 mil palavras no total, das quais aproximadamente 9 mil distintas, escritas com um inventário de 20 a 25 caracteres principais. As palavras têm quase sempre entre duas e dez letras — praticamente não existem palavras de uma letra só nem palavras muito longas, o que já é uma regularidade incomum.
O que parece língua. A distribuição de frequência das palavras obedece à lei de Zipf: a palavra mais comum aparece cerca de duas vezes mais que a segunda e três vezes mais que a terceira, que é o padrão de qualquer idioma natural e não o de texto aleatório. As palavras têm estrutura interna regular, com algo parecido com prefixo, raiz e sufixo, e certos caracteres só ocorrem em certas posições. Há duas variantes estatísticas distribuídas por seções diferentes, identificadas nos anos 1970 e chamadas desde então de Voynich A e Voynich B — como se fossem dois dialetos, ou duas mãos com hábitos distintos.
O que não parece. A entropia condicional do texto é baixa demais. Em qualquer língua natural fica em torno de 3 a 4; aqui fica perto de 2. Isso significa que, sabendo uma letra, é fácil demais prever a seguinte — o texto é mais previsível do que qualquer idioma conhecido. E as palavras se repetem em sequência com uma frequência que nenhuma língua tolera: há trechos em que a mesma palavra aparece duas, três vezes seguidas, e trechos em que palavras quase idênticas se sucedem, variando por uma letra.
Em 2020, a medievalista Lisa Fagin Davis identificou, pela análise das mãos, que o manuscrito foi copiado por cinco escribas diferentes, trabalhando com o mesmo sistema de escrita e as mesmas convenções. Isso muda a natureza do problema. Não é o delírio privado de uma pessoa: é uma equipe treinada, com regras compartilhadas.
05As teorias, da mais sóbria à mais improvável
Uma língua real, escrita em cifra ou em alfabeto próprio
A hipótese mais econômica: existe um texto ali, em algum idioma, e o que vemos é esse idioma cifrado ou transcrito num alfabeto inventado. A aderência à lei de Zipf e a estrutura interna das palavras apontam nessa direção.
O obstáculo é a entropia baixa. Cifras de substituição simples preservam a estatística da língua de origem, e nenhuma língua de origem foi encontrada — testaram-se latim, alemão, hebraico, línguas turcomanas, dialetos românicos. Cifras mais complexas explicariam a anomalia; em 2025, Michael Greshko mostrou na Cryptologia que uma cifra viável no século XV, feita com cartas e dados, reproduz boa parte da estatística do texto — sem decifrá-lo.
Uma língua construída
William Friedman — o criptógrafo que chefiou a equipe que quebrou a máquina diplomática japonesa na Segunda Guerra e que dedicou anos ao Voynich sem resultado — terminou inclinado a esta leitura: o texto seria escrito numa língua artificial, construída segundo regras, e não a cifra de um idioma existente. Explicaria a regularidade excessiva das palavras e a entropia baixa.
O problema é a data. Projetos de língua filosófica universal são coisa do século XVII, duzentos anos depois do pergaminho. Não é impossível que alguém tenha chegado lá antes — é apenas sem precedente.
Um embuste da própria época
Em 2004, Gordon Rugg mostrou que é possível gerar texto com as propriedades do Voynich usando uma grade de Cardano — uma folha perfurada deslizada sobre uma tabela de sílabas, produzindo palavras plausíveis sem qualquer significado. Um golpista do século XV poderia ter fabricado o livro para vendê-lo a um colecionador rico.
Contra a tese pesam três coisas. A grade de Cardano é descrita pela primeira vez em 1550, mais de um século depois do pergaminho. A distinção entre Voynich A e B é um refinamento que nenhum falsário precisaria produzir. E o custo é desproporcional: quinze bezerros, meses de trabalho de cinco copistas e um ilustrador, para um golpe que qualquer comprador desfaria pedindo uma leitura em voz alta.
As decifrações anunciadas
Em 1921, William Newbold anunciou ter lido o manuscrito: haveria uma micrografia escondida dentro de cada traço, e o autor seria Roger Bacon, que teria usado microscópio e telescópio séculos antes de inventados. Em 1931, John Manly demonstrou que as tais microletras eram craquelê da tinta seca. Newbold tinha lido rachaduras.
O padrão se repetiu. Stephen Bax propôs, em 2014, identificar nomes próprios a partir das ilustrações, e chegou a dez palavras antes de morrer, sem consenso. Nicholas Gibbs anunciou em 2017 um latim abreviado de forma idiossincrática: especialistas apontaram que o resultado não produz latim com sentido. Gerard Cheshire publicou em 2019 um suposto proto-romance; a Universidade de Bristol retirou o comunicado e se afastou do trabalho, e a medievalista Lisa Fagin Davis resumiu o resultado como mais um disparate aspiracional, circular e autoconfirmatório.
O denominador comum é metodológico. Todas as decifrações anunciadas funcionam nas mãos de quem as propõe e param de funcionar nas mãos de qualquer outra pessoa — que é a definição prática de não decifrar.
Origem extraterrestre, viagem no tempo, conhecimento perdido
Não há nada no objeto que sustente isso. O pergaminho é de vitela europeia, as tintas são as da oficina do período, o formato é o de um códice comum e a encadernação é modesta. O livro é material e local até o último detalhe.
Vale notar o que essa leitura faz: ela transforma um problema interessante — uma comunidade de cinco copistas europeus escrevendo durante meses num sistema que dominavam e que perdemos — num enigma sem agentes humanos. É menos, não mais.
06Cronologia
- 1404 – 1438Intervalo da datação por radiocarbono do pergaminho, feita pela Universidade do Arizona em 2009.
- início do séc. XVIIJacobus Horcicky de Tepenec, químico imperial de Rodolfo II, assina a primeira folha. É a posse mais antiga comprovada.
- 1639Georg Baresch escreve a Athanasius Kircher pedindo ajuda para ler o livro. É o primeiro documento que descreve o manuscrito.
- 1665Jan Marek Marci envia o manuscrito a Kircher com a carta que hoje acompanha o volume.
- 1912Wilfrid Voynich compra manuscritos de uma coleção jesuíta guardada perto de Roma — Villa Mondragone, em Frascati, pela tradição; Castel Gandolfo, pela pesquisa recente. O livro passa a levar o seu nome.
- 1921William Newbold anuncia a decifração e a atribuição a Roger Bacon.
- 1931John Manly demonstra que as microletras de Newbold são craquelê da tinta. A tese cai.
- 1944 – 46 e 1962 – 63William Friedman organiza dois grupos de estudo com criptógrafos militares e transcreve o texto em cartões perfurados. Sem resultado.
- 1969Hans Kraus doa o manuscrito à Universidade Yale, onde recebe a cota Beinecke MS 408.
- anos 1970Prescott Currier identifica as duas variantes estatísticas, Voynich A e Voynich B.
- 2004Gordon Rugg publica o método da grade de Cardano e propõe a hipótese do embuste.
- 2009Datação por radiocarbono e análise de pigmentos. A hipótese de falsificação moderna cai.
- 2020Lisa Fagin Davis identifica cinco mãos distintas de copista no manuscrito.
- 2024A análise multiespectral feita em 2014 pelo Lazarus Project é reexaminada e revela colunas de letras escondidas na margem da primeira folha.
- novembro de 2025Michael Greshko publica na Cryptologia a cifra Naibbe, feita com cartas e dados, que reproduz boa parte da estatística do texto sem decifrá-lo.
07O que continua em aberto
O achado de 2024 não decifra nada, e por isso mesmo é o melhor resumo do caso.
Em 2014, o Lazarus Project, da Universidade de Rochester, fotografou dez páginas do manuscrito em faixas do espectro invisíveis a olho nu. As imagens ficaram guardadas. Em 2024, Lisa Fagin Davis as reexaminou e encontrou, na margem direita da primeira folha, três colunas de letras apagadas havia séculos: duas em alfabeto latino e uma em caracteres do próprio manuscrito. Pela letra, ela atribuiu as anotações a Jan Marek Marci — o reitor que teve o livro nas mãos entre 1662 e 1665 e o enviou a Roma.
Marci estava montando uma tabela de correspondências. Tentando, em outras palavras, exatamente o que todo mundo tentou depois dele, com exatamente o mesmo resultado. Ele apagou as colunas e mandou o livro embora.
Três perguntas permanecem, e nenhuma depende de tecnologia melhor. Se há conteúdo — a estatística não decide entre língua e geração mecânica de palavras, porque um sistema suficientemente regular produz as duas assinaturas. Que língua seria — e essa pode ser insolúvel por princípio, se for um idioma sem nenhum outro registro escrito. Para quem o livro foi feito — cinco copistas e um ilustrador trabalhando meses implicam encomenda, dinheiro e destinatário, e não se sabe nada sobre nenhum dos três.
Há uma possibilidade que raramente é dita em voz alta e que o dossiê não tem como descartar: a de que o manuscrito seja perfeitamente legível para quem tivesse a chave, e a chave simplesmente não exista mais. Nem todo segredo é guardado. Alguns só são esquecidos.
08Perguntas frequentes
O que é o manuscrito Voynich?
Um livro ilustrado de cerca de 240 páginas, em pergaminho de vitela, escrito num alfabeto que não corresponde a nenhum conhecido: são cerca de 38 mil palavras, ao lado de plantas, diagramas circulares e figuras em banhos. Está na biblioteca Beinecke, da Universidade Yale, sob a cota MS 408.
O manuscrito Voynich foi decifrado?
Não. Houve decifrações anunciadas — Newbold em 1921, Bax em 2014, Gibbs em 2017, Cheshire em 2019 —, e todas funcionaram nas mãos de quem as propôs e pararam de funcionar nas de qualquer outra pessoa. Ver as teorias.
O manuscrito Voynich é real ou falso?
O objeto é autêntico: o pergaminho foi datado por radiocarbono entre 1404 e 1438, e as tintas são as de um manuscrito europeu do período. Isso derruba a hipótese de falsificação moderna, mas não a de um embuste da própria época, que continua em discussão. Ver o que a matéria diz.
Quem escreveu o manuscrito Voynich?
Não se sabe. A análise das mãos feita por Lisa Fagin Davis em 2020 identificou cinco escribas diferentes, trabalhando com o mesmo sistema de escrita. Para quem o livro foi feito também continua em aberto.
Onde foi encontrado o manuscrito Voynich?
Ele aparece em Praga no começo do século XVII e foi enviado a Kircher, em Roma, em 1665. Em 1912, o negociante de livros raros Wilfrid Voynich o comprou de uma coleção jesuíta guardada perto de Roma — em Villa Mondragone, pela tradição, ou em Castel Gandolfo, pela pesquisa de René Zandbergen. Desde 1969 está em Yale. Ver a cadeia de donos.
09Fontes consultadas
Este dossiê é texto autoral. As fontes abaixo foram consultadas para apuração de datas, medidas e atribuições; nenhuma foi reproduzida.
- Beinecke Rare Book & Manuscript Library, Yale University — Beinecke MS 408, Cipher manuscript (manuscrito Voynich): registro de catálogo e digitalização integral.
- Clemens, R. (org.) — The Voynich Manuscript. New Haven e Londres: Yale University Press, 2016, com os ensaios de R. Zandbergen sobre os primeiros proprietários, de A. Hunt sobre Voynich como comprador, de P. Zyats et al. sobre a análise física e de W. Sherman sobre as tentativas de decifração.
- Zandbergen, R. — The Voynich MS: history, voynich.nu, consultado em outubro de 2026 (cadeia de proprietários).
- Hodgins, G. — Dating Results for Voynich Manuscript Parchment Leaves 8, 26, 47 and 68. Relatório à Yale University Library, 17 de fevereiro de 2009; e University of Arizona — UA Experts Determine Age of Book ‘Nobody Can Read’, UA News, 10 de fevereiro de 2011.
- Barabe, J. G. (McCrone Associates) — Materials Analysis of the Voynich Manuscript. Relatório à Beinecke Rare Book & Manuscript Library, 1º de abril de 2009.
- Bowern, C. L.; Lindemann, L. — The Linguistics of the Voynich Manuscript. Annual Review of Linguistics 7, 2021. DOI 10.1146/annurev-linguistics-011619-030613
- Amancio, D. R. et al. — Probing the Statistical Properties of Unknown Texts: Application to the Voynich Manuscript. PLoS ONE 8(7), 2013. DOI 10.1371/journal.pone.0067310
- Montemurro, M. A.; Zanette, D. H. — Keywords and Co-Occurrence Patterns in the Voynich Manuscript: An Information-Theoretic Analysis. PLoS ONE 8(6), 2013. DOI 10.1371/journal.pone.0066344
- D’Imperio, M. E. (org.) — New Research on the Voynich Manuscript: Proceedings of a Seminar, 30 de novembro de 1976, com as comunicações de P. Currier sobre as “línguas” A e B.
- Davis, L. F. — How Many Glyphs and How Many Scribes? Digital Paleography and the Voynich Manuscript. Manuscript Studies 5(1), 2020.
- Davis, L. F. — Multispectral Imaging and the Voynich Manuscript. Manuscript Road Trip, 8 de setembro de 2024.
- Shaw, G. — Voynich Manuscript scans reveal early decoding attempt. The Art Newspaper, 25 de setembro de 2024.
- Rugg, G. — An Elegant Hoax? A Possible Solution to the Voynich Manuscript. Cryptologia 28(1), janeiro de 2004 (divulgado em dezembro de 2003). DOI 10.1080/0161-110491892755
- Greshko, M. A. — The Naibbe cipher: a substitution cipher that encrypts Latin and Italian as Voynich Manuscript-like ciphertext. Cryptologia, publicado online em 26 de novembro de 2025. DOI 10.1080/01611194.2025.2566408
- Newbold, W. R. — The Cipher of Roger Bacon, org. R. G. Kent. Filadélfia: University of Pennsylvania Press, 1928 (a tese foi apresentada em 1921); e a refutação de Manly, J. M. — Roger Bacon and the Voynich MS. Speculum 6(3), 1931.
- Bax, S. — A proposed partial decoding of the Voynich script, publicação do autor, janeiro de 2014.
- Gibbs, N. — artigo no Times Literary Supplement, setembro de 2017, e as críticas de L. F. Davis publicadas na mesma semana.
- Cheshire, G. — The Language and Writing System of MS408 (Voynich) Explained. Romance Studies 37(1), 2019. DOI 10.1080/02639904.2019.1599566; e University of Bristol — Statement re: Voynich research paper, 16 de maio de 2019.
- Wikipédia, verbete “Voynich manuscript”, em inglês, consultado em outubro de 2026 (descrição física e estatística do texto), ao lado das fontes acima.