Dossiê 004
Dossiê 004 · Descoberto Ontem · Em aberto

Os papiros de Herculano

A maior biblioteca da Antiguidade clássica que chegou até nós veio também em forma de carvão. Durante dois séculos, toda tentativa de lê-la a destruiu um pouco. A leitura, quando enfim começou, não encostou em nenhum rolo.

Onde
Villa dei Papiri, Herculano
Coordenadas
40°48′23″N 14°20′51″E
Data do soterramento
79 d.C.
Profundidade
≈ 20–30 m
Rolos inventariados
1.814
Lidos sem abrir
desde 2023

Em 79 d.C., o Vesúvio não sepultou Herculano em cinza, como fez com Pompeia. Sepultou-a em fluxo piroclástico — uma avalanche de gás e material incandescente a centenas de graus, que desceu a encosta mais rápido do que qualquer um poderia correr. Endureceu sobre a cidade numa camada de vinte a trinta metros. Foi pior para quem estava vivo. Foi melhor para o que era de matéria orgânica.

Numa villa à beira-mar havia uma biblioteca. O que se recuperou dela são 1.814 rolos e fragmentos catalogados — muitos deles pedaços do mesmo livro, de modo que o número de obras originais é bem menor. O calor os carbonizou sem os queimar: não havia oxigênio suficiente para combustão. O papiro virou carvão e manteve a forma. As letras continuaram lá, escritas em tinta que também é carbono, em cima de um material que agora também era carbono.

É a única biblioteca do mundo antigo que sobreviveu em quantidade. E é ilegível, porque abrir um rolo de carvão é o mesmo que quebrá-lo.

Fotografia de um rolo de papiro carbonizado, preto e rachado, ao lado de imagens de laboratório de fragmentos
Acervo — um rolo de Herculano como ele efetivamente é: um bloco preto, rachado, sem nada que lembre um livro. Esta é a resposta curta para "por que não abrem?". Foto Sara Stabile, Francesca Palermo, Inna Bukreeva, Daniela Mele et al., Scientific Reports 11, 2021, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

01A biblioteca

Em 1750, camponeses que cavavam um poço esbarraram na villa; nos anos seguintes, operários a serviço da corte de Bourbon abriram túneis na rocha endurecida. Não sabiam o que tinham achado: os primeiros rolos, retirados em 1752, foram descartados como pedaços de madeira queimada antes de alguém notar as letras.

O ritmo dos achados está registrado. Vinte e um volumes e fragmentos no outono de 1752; onze na primavera de 1753; duzentos e cinquenta no verão do mesmo ano; e, entre a primavera e o verão de 1754, na sala da biblioteca propriamente dita, 337 papiros gregos e 18 latinos. O inventário oficial hoje é de 1.814 rolos e fragmentos.

O conteúdo identificado até agora é filosófico e tem dono. Pelo menos 44 obras são de Filodemo de Gadara, poeta e filósofo epicurista do século I a.C. Há também textos de Epicuro e de Crisipo. A leitura mais econômica é que aquela era a biblioteca de trabalho de Filodemo, que teria vivido e escrito na villa.

02Dois séculos destruindo o que queriam ler

Em 1756, o padre Antonio Piaggio inventou uma máquina para desenrolar os papiros: uma armação com fios de seda colados à superfície do rolo e pesos que puxavam, milímetro a milímetro. O primeiro rolo levou quatro anos.

Gravura de 1809 mostrando o aparelho de Piaggio para desenrolar papiros, com armação, fios e pesos
Acervo — a máquina de Piaggio em gravura de 1809. Fios colados à camada externa, pesos puxando por baixo. Funcionava — e cobrava o preço de destruir boa parte do que desenrolava. “Apparatus used to unroll the Herculenean papyri”, gravura de autor desconhecido em The Repository of Arts, Londres, 1809. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Entre 1802 e 1806, o reverendo John Hayter desenrolou e decifrou parcialmente cerca de duzentos papiros. Outros métodos foram tentados ao longo do século XIX, alguns químicos, quase todos desastrosos. Até meados do século XX, apenas 585 rolos ou fragmentos tinham sido completamente desenrolados — e "completamente desenrolado" costuma significar "reduzido a lascas que precisam ser remontadas".

O paradoxo que define o caso Cada tentativa de leitura consumia o objeto. Quanto mais se queria saber, menos restava para saber depois. As últimas aberturas físicas em escala — o método de descolamento chamado "Oslo", aplicado nos anos 1980 — terminaram com rolos desfeitos em centenas de fragmentos. Um dos que passaram pelo método e foram dados como ilegíveis é o PHerc. 1667 — o mesmo que, em 2026, seria lido de ponta a ponta sem ser aberto. Daí em diante a prática foi sendo abandonada, e a contenção foi acusada de conservadorismo — até ficar claro, décadas depois, que os rolos preservados fechados seriam justamente os que dariam resposta. Não abrir foi a decisão certa pelo motivo que ninguém conseguia enunciar na época.
Fragmento de papiro de Herculano aberto e enegrecido, emoldurado, na British Library
Acervo — o resultado de um desenrolamento bem-sucedido pelos padrões antigos: um fragmento enegrecido, emoldurado, com uma fração do texto legível. O papiro 1521, na British Library. Papiro de Herculano 1521, fólio 1r, British Library; fotografia de autor desconhecido. Domínio público, via Wikimedia Commons.

03O problema é a tinta

A ideia de usar tomografia em vez de faca é antiga e parece óbvia: um tomógrafo lê densidade, então bastaria escanear o rolo e separar as camadas por software. Ela falhou por décadas, e a razão é química.

A tomografia distingue materiais por densidade. Num manuscrito medieval, a tinta leva ferro e aparece brilhante contra o pergaminho. Nos papiros de Herculano, a tinta é fuligem — carbono — aplicada sobre papiro que a erupção transformou em carbono. Para o aparelho, a letra e o papel têm praticamente a mesma densidade. Escanear produzia um bloco cinzento uniforme.

O que destravou o problema não foi um tomógrafo melhor, e sim mudar o que se procurava. Em vez de buscar contraste de densidade, passou-se a buscar textura: a superfície onde houve tinta tem um relevo microscópico levemente diferente do papiro nu. É sutil demais para o olho humano reconhecer numa varredura, e é exatamente o tipo de padrão que um modelo de aprendizado de máquina aprende a detectar depois de ver exemplos suficientes.

04O desenrolar virtual

A técnica tem nome — virtual unwrapping — e um autor principal: Brent Seales, da Universidade do Kentucky. O procedimento tem três etapas. Primeiro, uma varredura de altíssima resolução por micro-CT com raios X de síncrotron, feita em instalações como o Diamond Light Source, no Reino Unido, e o ESRF, na França. Depois, a segmentação: identificar, no volume tridimensional, onde está cada camada enrolada — trabalho de seguir uma folha que se dobra sobre si mesma centenas de vezes. Por fim, o achatamento dessa superfície num plano e a detecção da tinta.

A prova de conceito veio de outro objeto. Em 2015 e 2016, Seales aplicou o método ao rolo de En-Gedi, um pergaminho hebraico carbonizado, e recuperou o texto — que se revelou o início do Levítico. Em 2018 a equipe dele apresentou a reconstrução digital do P.Herc. 118, da Biblioteca Bodleiana — um rolo aberto à força no século XIX —, juntando modelos 3D e imagem hiperespectral dos fragmentos.

05O prêmio

Em março de 2023, Seales somou forças com Nat Friedman e Daniel Gross e lançou o Vesuvius Challenge: as varreduras foram publicadas abertamente e um conjunto de prêmios em dinheiro foi oferecido a quem conseguisse ler o que estava lá. É ciência aberta com incentivo de competição, e funcionou depressa.

Em outubro de 2023 foi anunciado que Luke Farritor, estudante de ciência da computação de 21 anos, havia detectado a primeira palavra: πορφύρας — porphyras, púrpura. Levou quarenta mil dólares.

Em 5 de fevereiro de 2024, o grande prêmio de setecentos mil dólares foi entregue a uma equipe que recuperou cerca de 5% de um rolo — mais de dois mil caracteres. O texto, do rolo PHerc. Paris. 4, do Institut de France, é um tratado desconhecido sobre o prazer — provavelmente de Filodemo, embora a autoria não esteja estabelecida — que discute se o que é escasso dá mais prazer que o abundante, com a música e a comida entre os exemplos.

1.814 Rolos e fragmentos no inventário oficial. A maior biblioteca antiga que chegou até nós.
4 anos Tempo que a máquina de Piaggio levou para desenrolar o primeiro rolo, em milímetros por dia.
585 Rolos abertos até meados do século XX — em dois séculos de trabalho, com perda severa em cada tentativa.
70+ Colunas de texto recuperadas de um único rolo fechado, o PHerc. 172, em junho de 2026 — sem que ninguém o tocasse.

06De palavras soltas a obras inteiras

O salto começou em 2025 e se completou em 2026, e é o que muda a natureza do caso. Não se trata mais de recuperar uma palavra ou um parágrafo.

Em maio de 2025, o PHerc. 172, guardado na Biblioteca Bodleiana, teve título e autor recuperados sem ser aberto: Dos Vícios, de Filodemo — um tratado sobre ganância, arrogância e outros traços de caráter. Foi a primeira vez que isso aconteceu com um rolo fechado, e rendeu a Marcel Roth e Micha Nowak um prêmio de sessenta mil dólares. Em junho de 2026, do mesmo rolo saíram mais de setenta colunas de texto.

Do PHerc. 1667, em Nápoles, saiu cerca de um metro e quarenta de texto em 22 colunas, segundo o artigo científico da equipe (os comunicados de imprensa arredondaram para um metro e meio e vinte colunas). A cópia é datada do século II a.C., talvez do fim do século III — entre as mais antigas do acervo —, e o conteúdo é um tratado de ética. Autor e título continuam desconhecidos, porque o alto do rolo, onde ficaria o título, se perdeu; mas o texto cita Aristocreonte, sobrinho do estoico Crisipo, o que abre a hipótese de ser obra estoica perdida.

E do PHerc. 139 saiu Sobre os Deuses, livro 8, de Filodemo — que demonstra, sozinho, que a obra tinha ao menos oito livros, coisa que ninguém sabia.

A biblioteca não foi escavada de novo, nem aberta, nem restaurada. Ela foi simplesmente lida — com raios X, matemática e um modelo treinado para ver o que o olho não vê.

07As leituras, da mais sóbria à mais improvável

Peso de evidênciaAlto

O resto da biblioteca é mais filosofia epicurista

A previsão mais provável, e a menos glamourosa. Das obras já identificadas, pelo menos 44 são de Filodemo, e o conjunto tem a cara de uma biblioteca de trabalho de um filósofo específico, montada em torno dos seus interesses. Epicuro e Crisipo completam o quadro.

Isso não é decepção. Grande parte da filosofia helenística chegou até nós apenas por citação em terceiros; ter textos primários, em cópias contemporâneas, é ganho considerável mesmo sem nenhuma surpresa.

Peso de evidênciaEm disputa

Há uma segunda biblioteca, latina, ainda enterrada

A villa nunca foi inteiramente escavada — boa parte segue sob dezenas de metros de rocha e sob a cidade moderna de Ercolano. Uma residência romana daquele porte normalmente teria acervo em grego e em latim, e os 18 papiros latinos já recuperados sugerem que a seção existe.

O que impede a confirmação não é científico, é prático: escavar exigiria obra de grande porte embaixo de uma cidade habitada, com custo e risco altos. A hipótese é razoável e permanece sem teste.

Peso de evidênciaMinoritária

Vão aparecer obras perdidas da literatura clássica

A esperança recorrente: peças de Sófocles, livros perdidos de Lívio, poesia de Safo. Não é impossível — qualquer biblioteca particular tinha literatura além de filosofia, e o PHerc. 1667 mostra que material inesperado aparece.

Mas a distribuição do que já se leu aponta firmemente para filosofia. A expectativa de tesouro literário diz mais sobre o que nós gostaríamos de ter do que sobre o que aquele proprietário colecionava.

Peso de evidênciaNula

Há textos que reescreveriam a história das religiões

Circula a ideia de que a biblioteca guardaria evangelhos perdidos ou documentos capazes de abalar o cristianismo. A cronologia resolve isso sem discussão: Filodemo morreu por volta de 40 a 35 a.C., e o acervo reflete os interesses dele. A villa foi soterrada em 79 d.C., quando o cristianismo era um movimento marginal no Levante, sem presença na biblioteca de um epicurista da baía de Nápoles.

O epicurismo, aliás, é uma filosofia que trata os deuses como indiferentes aos assuntos humanos. É difícil imaginar acervo menos propenso a guardar escritura de qualquer religião.

08Cronologia

  • 79 d.C.O Vesúvio sepulta Herculano sob vinte a trinta metros de fluxo piroclástico. Os papiros carbonizam sem queimar.
  • 1750Camponeses cavando um poço esbarram na villa. A escavação por túneis, a serviço da corte de Bourbon, começa em seguida.
  • 1752 – 1754Os primeiros papiros são retirados — e alguns descartados como madeira queimada. Em 1754 a sala da biblioteca entrega 337 papiros gregos e 18 latinos.
  • 1756O padre Antonio Piaggio constrói a máquina de desenrolar. O primeiro rolo leva quatro anos.
  • 1802 – 1806John Hayter desenrola e decifra parcialmente cerca de duzentos papiros.
  • meados do séc. XXApenas 585 rolos ou fragmentos foram completamente desenrolados, com perda severa de material.
  • 2015 – 2016Brent Seales aplica o desenrolar virtual ao rolo de En-Gedi e recupera o texto sem abri-lo. Prova de conceito.
  • 2018Reconstrução digital do P.Herc. 118, da Biblioteca Bodleiana, um rolo aberto no século XIX.
  • março de 2023Lançamento do Vesuvius Challenge, com varreduras abertas e prêmios em dinheiro.
  • outubro de 2023É anunciada a primeira palavra lida num rolo fechado, detectada por Luke Farritor, 21 anos: porphyras, púrpura.
  • 5 de fevereiro de 2024O grande prêmio é entregue: cerca de 5% de um rolo, mais de dois mil caracteres, texto desconhecido, provavelmente de Filodemo.
  • maio de 2025Título e autor do PHerc. 172 identificados sem abertura — Dos Vícios, de Filodemo. Prêmio de US$ 60 mil a Marcel Roth e Micha Nowak.
  • junho de 2026Mais de 70 colunas do PHerc. 172, cerca de 1,4 m de texto do PHerc. 1667 e o livro 8 de Sobre os Deuses no PHerc. 139.

09O que continua em aberto

Quase toda a biblioteca. Poucos rolos foram lidos por completo. O método existe, funciona e ainda é caro e lento: cada varredura exige tempo de síncrotron, e a segmentação de cada rolo é trabalho pesado. O gargalo deixou de ser científico e passou a ser de escala.

A parte não escavada da villa. Se houver seção latina, e se houver mais salas com prateleiras, o acervo pode ser várias vezes maior do que o que temos. Essa é a única pergunta do dossiê que exige, novamente, cavar.

E o que estava na sala ao lado. Vale lembrar que os 1.814 rolos são o que sobrou de uma única villa, de um único proprietário, numa única cidade pequena. Não era uma biblioteca notável no seu tempo. Era um acervo particular comum — e é o mais completo que a Antiguidade nos deixou.

O padrão, mais uma vez Göbekli Tepe esperou a escavação. A Amazônia esperou o lidar. Gizé esperou o múon. Denisova esperou o sequenciador. Herculano esperou duzentos e setenta anos por um aparelho que lê textura em vez de densidade — e o material sempre esteve na prateleira, catalogado, numerado, à espera. A diferença aqui é cruel e instrutiva: durante a maior parte desse tempo, tentar ler era a forma mais eficiente de destruir.

10Perguntas frequentes

O que são os papiros de Herculano?

São os rolos da biblioteca de uma villa à beira-mar em Herculano, carbonizados pela erupção do Vesúvio em 79 d.C. O inventário oficial tem 1.814 rolos e fragmentos, e o conteúdo identificado é sobretudo filosofia epicurista. Ver a biblioteca.

Por que não abrem os papiros de Herculano?

Porque abrir um rolo de carvão é o mesmo que quebrá-lo. Por dois séculos, cada tentativa de desenrolar consumiu parte do que se queria ler. Ver dois séculos destruindo o que queriam ler.

Como os papiros de Herculano estão sendo lidos?

Pelo desenrolar virtual: varredura por micro-CT com raios X de síncrotron, segmentação de cada camada no volume 3D e um modelo de aprendizado de máquina que detecta a textura da tinta, já que tinta e papiro são ambos carbono. Ver o desenrolar virtual.

O que dizem os papiros de Herculano?

O que já se leu é filosofia: pelo menos 44 obras de Filodemo de Gadara, além de textos de Epicuro e de Crisipo. Dos rolos lidos sem abrir saíram Dos Vícios e Sobre os Deuses, livro 8, de Filodemo, um tratado sobre o prazer e um tratado de ética de autor desconhecido. Ver de palavras soltas a obras inteiras.

Os papiros de Herculano já foram decifrados?

Só uma pequena parte. O método funciona, mas ainda é caro e lento, e poucos rolos foram lidos por completo; o gargalo deixou de ser científico e passou a ser de escala. Ver o que continua em aberto.

11Fontes consultadas

Este dossiê é texto autoral. As fontes abaixo foram consultadas para apuração de datas, números e atribuições; nenhuma foi reproduzida.

  • Sider, D. — The Library of the Villa dei Papiri at Herculaneum. Los Angeles: J. Paul Getty Museum, 2005.
  • Gigante, M. (org.) — Catalogo dei Papiri Ercolanesi. Nápoles: Bibliopolis, 1979; com os suplementos de Capasso (1989) e o catálogo multimídia Chartes, org. G. Del Mastro, Nápoles, 2005.
  • Seales, W. B.; Parker, C. S.; Segal, M.; Tov, E.; Shor, P.; Porath, Y. — From damage to discovery via virtual unwrapping: Reading the scroll from En-Gedi. Science Advances 2(9), 2016. DOI 10.1126/sciadv.1601247
  • Chapman, C. Y.; Parker, C. S.; Parsons, S.; Seales, W. B. et al. — The Digital Compilation and Restoration of Herculaneum Fragment P.Herc.118. Manuscript Studies 6(1), 2021.
  • Parker, C. S.; Parsons, S. et al. — From invisibility to readability: Recovering the ink of Herculaneum. PLOS ONE 14(5), 2019. DOI 10.1371/journal.pone.0215775
  • Bukreeva, I. et al. — Virtual unrolling and deciphering of Herculaneum papyri by X-ray phase-contrast tomography. Scientific Reports 6, 2016, com material suplementar sobre a máquina de Piaggio e o método Oslo. DOI 10.1038/srep27227
  • Stabile, S.; Palermo, F.; Bukreeva, I.; Mele, D.; Cedola, A. et al. — A computational platform for the virtual unfolding of Herculaneum Papyri. Scientific Reports 11, 2021, imagens dos rolos carbonizados em CC BY 4.0. DOI 10.1038/s41598-020-80458-z
  • Vesuvius Challenge — First word discovered in unopened Herculaneum scroll by 21yo computer science student, scrollprize.org, 12 de outubro de 2023.
  • Vesuvius Challenge — Vesuvius Challenge 2023 Grand Prize awarded: we can read the scrolls!, scrollprize.org, 5 de fevereiro de 2024.
  • Vesuvius Challenge — $60,000 First Title Prize Awarded!, boletim do Vesuvius Challenge, 5 de maio de 2025.
  • Vesuvius Challenge — An entire Herculaneum scroll has been read for the first time, scrollprize.org, 25 de junho de 2026.
  • Angelotti, G.; Parsons, S.; Nicolardi, F.; Nader, Y. et al. — Complete virtual unwrapping and reading of a rolled Herculaneum papyrus. arXiv:2606.29085, 27 de junho de 2026.
  • Diamond Light Source — comunicado New secrets revealed from Herculaneum scrolls, junho de 2026, sobre as obras recuperadas dos PHerc. 172, 1667 e 139; e Universidade do Kentucky — The day the Herculaneum scrolls began speaking again, 25 de junho de 2026.
  • Wikipédia, verbetes “Herculaneum papyri” e “Villa of the Papyri”, em inglês, consultados em outubro de 2026 — ritmo dos achados de 1752–1754 e inventário, ao lado de Sider (2005) e do Catalogo.
Este dossiê tem episódio · 14 min Episódio 04 no canal @VestigoOcultoBrasil A versão narrada, no canal. O texto e o vídeo contam o mesmo caso em ritmos diferentes. Próximo no arquivo · Dossiê 005 Os corredores vazios da Grande Pirâmide →