Dossiê 010
Dossiê 010 · Arquivo Selado · Em aberto

Percy Fawcett e a expedição que não voltou

Ele procurava uma cidade de pedra, com arcos, estátua e inscrições — uma ideia europeia de cidade. O que existia naquela região era outra coisa, muito maior e feita de terra. É possível que ele tenha atravessado por cima dela sem reconhecer.

Onde
Alto Xingu, Mato Grosso
Saída de Cuiabá
20 de abril de 1925
Última notícia
29 de maio de 1925
Expedição
três homens
Fonte da lenda
Manuscrito 512, de 1753
Corpos
nunca identificados

Em maio, o Alto Xingu ainda está saindo das chuvas. O capim das áreas abertas passa da cintura, o chão guarda água e o mosquito não dá trégua. É um mosaico — mata fechada em umas faixas, campo alagadiço em outras, rios largos e lentos de água escura. Não é a floresta compacta que a palavra "Amazônia" costuma evocar. É um lugar onde se anda, e onde é perfeitamente possível passar ao lado de alguma coisa grande sem enxergar.

Em 29 de maio de 1925, de um ponto que chamou de Campo do Cavalo Morto, Percy Fawcett escreveu a última carta que chegou ao mundo. Estava com o filho Jack, de 21 anos, e com Raleigh Rimell, amigo de Jack e um ano e meio mais velho. Dispensara carregadores. Seguiu para o leste.

Nunca mais se soube. Nos cem anos seguintes, o desaparecimento virou uma das histórias mais contadas da exploração — e, como quase toda história muito contada, foi ganhando números e certezas que não resistem a conferência.

01O homem

Percival Harrison Fawcett nasceu em Torquay, na Inglaterra, em 18 de agosto de 1867. Tornou-se tenente da Artilharia Real em 1886, entrou para a Royal Geographical Society em 1901 e, em 1906, foi encarregado pela própria RGS de mapear a fronteira entre a Bolívia e o Brasil — região então disputada, em plena febre da borracha.

Isso importa, porque define a credibilidade dele. Fawcett não era um aventureiro romântico: era topógrafo profissional, bom no serviço, com anos de campo em terreno que matava quem não sabia. Chegou a La Paz em junho de 1906, rastreou a nascente do rio Verde em 1908, esteve no rio Heath, na divisa entre a Bolívia e o Peru, em 1910. Aposentou-se do Exército em 19 de janeiro daquele ano para se dedicar à exploração — e voltaria à farda na Primeira Guerra, comandando artilharia em Flandres e chegando a tenente-coronel em 1918. É dessa passagem que vem o "Coronel Fawcett" pelo qual ficou conhecido.

Fotografia de Percy Fawcett em 1911, de pé numa varanda, com roupa de campo e chapéu
Acervo — Fawcett em 1911, catorze anos antes de entrar no Alto Xingu pela última vez. Fotografia em domínio público.

A reputação dele era grande o bastante para contaminar a ficção: Arthur Conan Doyle, de quem se tornou amigo por meio do colega de colégio Bertram Fletcher Robinson, usou relatos seus como matéria-prima para O Mundo Perdido. A ideia de um platô sul-americano escondendo algo antigo entrou na cultura popular por essa porta.

02O Manuscrito 512

A obsessão tem uma origem documental, e ela está no Rio de Janeiro. Guardado na Biblioteca Nacional, o chamado Manuscrito 512 é um relato anônimo de 1753, atribuído por conjectura do historiador Pedro Calmon a uma bandeira comandada por João da Silva Guimarães. O texto descreve a descoberta, no sertão da Bahia — entre os rios Paraguaçu e Una —, das ruínas de uma cidade abandonada: ruas largas, arcos, uma estátua, e um templo com inscrições que o autor compara a hieróglifos.

O documento é real; a cidade que ele descreve é que nunca foi encontrada. As leituras modernas mais sóbrias apontam para formações rochosas naturais da Chapada Diamantina interpretadas como arquitetura, ou para exagero deliberado num relato feito para justificar despesa e obter patrocínio — um gênero literário comum entre bandeirantes.

Por que o Manuscrito 512 é o coração do caso Ele não descreve apenas ruínas: descreve arcos e hieróglifos. Isto é, descreve uma cidade de pedra no molde do Velho Mundo. Fawcett passou a vida procurando exatamente esse objeto — e a forma do objeto procurado determinou o que ele seria capaz de reconhecer como achado. Essa é a chave do dossiê inteiro.

03Z

Por volta de 1914, Fawcett já tinha formulado a hipótese que o consumiria. Em algum ponto de Mato Grosso haveria os restos de uma civilização antiga e sofisticada, que ele chamou simplesmente de Z — nome escolhido, entre outras razões, para não entregar a localização a concorrentes.

Nas versões mais contidas, Z era uma cultura indígena complexa e esquecida. Nas menos contidas — e Fawcett escreveu as duas —, era herdeira da Atlântida, com tecnologia e conhecimento perdidos. Essa oscilação entre o topógrafo rigoroso e o místico convicto é a característica mais interessante do personagem, e a que mais costuma ser apagada nas duas direções: nem ele era um charlatão, nem era só um cientista.

041925

A expedição final saiu de Cuiabá em 20 de abril de 1925. Eram três: o próprio Fawcett, com 57 anos; o filho Jack, com 21, que faria 22 em maio; e Raleigh Rimell, de 23. Iam acompanhados de dois camaradas brasileiros, dois cavalos, oito mulas e dois cães — apoio que seria dispensado semanas depois. A escolha de terminar a jornada em três, sem grande comitiva, era deliberada — Fawcett acreditava que um grupo pequeno assustava menos os povos da região e se movia mais rápido.

Fotografia em tom sépia de 1925 mostrando Jack Fawcett e Raleigh Rimell com animais de carga no capim alto
Acervo — Jack Fawcett e Raleigh Rimell em 1925, com os animais de carga, no capim alto de Mato Grosso. É uma das últimas imagens dos dois. Fotografia em domínio público.

A última carta saiu do Campo do Cavalo Morto em 29 de maio, levada de volta pelos carregadores dispensados ali. Fawcett escreveu que seguiriam para leste e pediu que ninguém fosse procurá-los se não houvesse notícia — frase que, previsivelmente, não foi obedecida por ninguém.

Um detalhe do relato costuma escapar: Raleigh Rimell estava com o pé infeccionado havia semanas e caminhava com dificuldade. Três homens, sem apoio, um deles doente, entrando a pé numa região que eles não conheciam, no fim da estação chuvosa.

05O que veio depois

O desaparecimento gerou cerca de treze expedições de busca ao longo de décadas, algumas financiadas por jornais, outras por entusiastas — embora só uma delas tenha efetivamente alcançado o Xingu. É daí que vem o número mais repetido da história — o de que cem pessoas teriam morrido procurando Fawcett.

Esse número não se sustenta, e vale registrar como ele circulou. Ele chegou ao grande público pelo livro de David Grann, que o recolheu de um entrevistado como estimativa. O historiador John Hemming, um dos maiores especialistas em exploração amazônica, contesta com dureza: apenas uma expedição de busca chegou de fato ao Xingu, a de George Dyott em 1928, e sem mortes; o único morto foi Albert de Winton, que entrou sozinho em 1935. Para Hemming, o total é um.

Como um número desses se instala "Cem pessoas morreram procurando" é bom demais para a narrativa: transforma a floresta em personagem e o desaparecido em maldição. Nenhum jornal tinha incentivo para conferir, e cada recontagem herdou a anterior. É o mesmo mecanismo que, neste arquivo, inflou as colunas de Nan Madol para noventa toneladas e as datas de Pedra Furada para "cinquenta mil". Número repetido não é número verificado.

Em 1951, Orlando Villas-Bôas recebeu dos kalapalos uma ossada apresentada como sendo de Fawcett, junto com o relato de que a expedição teria sido morta. Os ossos foram levados a exame. O Royal Anthropological Institute, em Londres, concluiu que não eram dele — estatura e arcada dentária não correspondiam aos registros de Fawcett. Brian Fawcett, filho do explorador, recusou-se a aceitá-los.

Fotografia de 1952 mostrando Orlando Villas-Bôas e dois homens ao lado de uma mesa com ossos sobre um pano claro
Acervo — a ossada entregue pelos kalapalos a Orlando Villas-Bôas em 1951, fotografada no ano seguinte. O exame em Londres concluiu que os ossos não eram de Fawcett. Foto C.V.B., acervo da família Villas Bôas, 1952, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Há também o relato oral kalapalo, recolhido por pesquisadores décadas depois: os três teriam ficado na aldeia, partido para leste apesar do aviso de que havia grupos que recebiam estranhos com violência naquela direção, e a fumaça da fogueira deles teria sido vista por cinco noites seguidas — até parar. A leitura local foi de que haviam sido mortos.

06O que estava realmente lá

A virada do caso não veio de uma busca. Veio da arqueologia, e demorou setenta e cinco anos.

A partir dos anos 1990, o antropólogo Michael Heckenberger trabalhou no Alto Xingu junto com os kuikuros — povo que, tudo indica, descende dos antigos moradores da região. O que ele documentou no complexo conhecido como Kuhikugu, nas cabeceiras do Xingu, não era aldeia: era uma rede.

Cerca de vinte povoados e vilas, ligados por estradas retas que cortavam a mata, com pontes sobre rios e canais para canoa. Valas defensivas e paliçadas. Praças de aproximadamente cento e cinquenta metros de diâmetro. Terra preta de índio — solo antropogênico — indicando ocupação longa e agricultura intensiva. A estimativa de população para o conjunto chega a dezenas de milhares de pessoas, com sítios individuais podendo passar de cinco mil. A ocupação vai de cerca de mil e quinhentos anos atrás até aproximadamente quatrocentos anos atrás, quando as epidemias trazidas pelos europeus esvaziaram a região.

≈ 20 Povoados e vilas identificados no complexo de Kuhikugu, ligados por estradas, pontes e canais.
≈ 150 m Diâmetro das praças centrais. Havia valas defensivas e paliçadas em torno dos núcleos.
≈ 400 anos Tempo decorrido desde o esvaziamento da região pelas epidemias europeias — antes de qualquer europeu chegar ali a pé.
1 Número de mortes em buscas por Fawcett, segundo o historiador John Hemming. Não cem.

Fawcett estava certo na premissa e errado em tudo o que a premissa significava. Havia, sim, sociedades grandes e organizadas no coração do continente, onde a antropologia da época garantia que só podia haver bandos pequenos. Mas elas não construíam em pedra: construíam em terra, madeira e palha, com engenharia hidráulica e urbanismo próprios. Um sítio desses, quatrocentos anos depois do abandono e coberto pela mata, não se parece nada com arco e hieróglifo. Parece um morro suave e uma clareira estranhamente reta.

Ele pode ter passado por Z. O problema é que Z não tinha o formato que ele levava na cabeça. A hipótese mais incômoda do caso

07As leituras, da mais sóbria à mais improvável

Peso de evidênciaAlto

Morreram de doença, fome ou exaustão

A explicação mais econômica e a que menos precisa de suposições. Rimell estava com o pé infeccionado antes de saírem do Campo do Cavalo Morto. Iam a pé, sem carregadores, sem reabastecimento, no fim da estação chuvosa, numa região que nenhum dos três conhecia. Fawcett tinha 57 anos.

Numa situação dessas, a morte não precisa de vilão. Precisa apenas de uma infecção que avança, de uma perna que para, e de dois companheiros que não conseguem carregar o terceiro nem voltar sozinhos.

Peso de evidênciaEm disputa

Foram mortos por um grupo indígena da região

Sustentada pelo relato oral kalapalo — a partida para leste apesar do aviso, a fumaça vista por cinco noites e depois interrompida — e pelo fato de que havia, sim, grupos que recebiam estranhos com violência naquela direção, depois de décadas de violência de seringueiros na bacia.

O que a enfraquece é a ossada de 1951, que foi apresentada como prova dessa versão e não resistiu ao exame. Isso não invalida o relato oral; invalida aquele conjunto de ossos. São coisas diferentes, e a cobertura do caso quase sempre as confunde.

Peso de evidênciaMinoritária

Fawcett escolheu desaparecer

A hipótese de que ele teria encontrado o que procurava — ou desistido do mundo de onde vinha — e optado por ficar, fundando uma comunidade ou integrando-se a um povo local. Os escritos místicos dele dão alguma margem, e ele de fato falava de Z em termos quase religiosos.

Contra: levou o próprio filho de 21 anos e um rapaz doente pouco mais velho. Planejar o desaparecimento definitivo arrastando duas pessoas nessas condições é um perfil psicológico difícil de conciliar com tudo o mais que se sabe dele.

Peso de evidênciaNula

Encontraram a cidade e o achado foi suprimido

A versão de encobrimento — uma descoberta extraordinária, um explorador silenciado. Ela pressupõe uma instituição com interesse em esconder aquilo e capacidade de fazê-lo por um século.

A realidade é o contrário exato. A civilização do Alto Xingu foi encontrada, escavada, publicada em revista científica e divulgada no mundo inteiro — e o levantamento por laser projeta hoje entre vinte e quatro e trinta mil estruturas pré-coloniais no sudoeste amazônico, longe do Xingu, a partir de 432 estruturas detectadas em voo, como detalha o dossiê 002. Ninguém escondeu nada. A descoberta levou décadas porque exigia um instrumento que não existia, e não porque houvesse alguém interessado em abafá-la.

08Cronologia

  • 1753Uma bandeira registra, no documento hoje chamado Manuscrito 512, a descoberta de ruínas com arcos, estátua e inscrições no sertão. O papel está na Biblioteca Nacional; a cidade nunca apareceu.
  • 18 de agosto de 1867Nasce Percival Harrison Fawcett, em Torquay, Inglaterra.
  • 1906 – 1909A Royal Geographical Society o encarrega de mapear a fronteira Brasil–Bolívia; ele rastreia a nascente do rio Verde em 1908.
  • 1910Sobe o rio Heath, na divisa Bolívia–Peru, e se aposenta do Exército em 19 de janeiro.
  • c. 1914Fawcett formula a hipótese de Z, uma civilização antiga em algum ponto de Mato Grosso.
  • 20 de abril de 1925A expedição final parte de Cuiabá: Fawcett, 57; o filho Jack, 21; Raleigh Rimell, 23; e dois camaradas brasileiros com animais de carga.
  • 29 de maio de 1925Última carta, do Campo do Cavalo Morto. Dispensam os carregadores e seguem para leste.
  • 1951 – 1952Orlando Villas-Bôas recebe dos kalapalos uma ossada atribuída a Fawcett. O exame no Royal Anthropological Institute conclui que não é dele.
  • anos 1990 e 2000Michael Heckenberger documenta, com os kuikuros, o complexo de Kuhikugu: cerca de vinte povoados ligados por estradas, pontes e canais, com valas e paliçadas.
  • 2009David Grann publica A Cidade Perdida de Z, que reconstitui o caso e leva o achado arqueológico ao grande público.
  • 2026Levantamento por laser no Acre e no Amazonas detecta 432 estruturas em voo e estima de 24 a 30 mil no sudoeste amazônico, mostrando, em outra parte da Amazônia, a escala que Fawcett intuiu e não soube descrever.

09O que continua em aberto

Onde estão os três. Nenhum corpo foi identificado. Nenhum objeto pessoal inequívoco apareceu. Nenhuma expedição de busca produziu material que resistisse a exame. Cem anos depois, o dado bruto do caso continua sendo uma ausência.

Até onde chegaram. O Campo do Cavalo Morto é o último ponto confirmado, e nem a localização exata dele é consensual. Tudo o que vem depois — a direção leste, os dias de caminhada, a distância percorrida — é reconstrução a partir de uma carta e de memória oral.

E o que ele teria dito. Esta é a pergunta que o dossiê não consegue largar. Se Fawcett tivesse sobrevivido mais vinte anos e visto o que Heckenberger escavou, teria reconhecido Z num aterro coberto de mata, numa praça de cento e cinquenta metros, num solo preto de ocupação antiga? Ou teria continuado andando, procurando arco e hieróglifo, porque era isso que o Manuscrito 512 tinha prometido?

O caso em que o erro é mais instrutivo que o acerto Fawcett acertou a premissa que a ciência da época rejeitava: havia civilização grande na Amazônia. E errou a forma, porque procurava com um modelo mental importado — cidade é pedra, cidade tem arco, cidade tem escrita. O Alto Xingu tinha urbanismo, hidráulica e dezenas de milhares de pessoas, e nada daquilo se parecia com Roma. A lição não é sobre a selva: é sobre o que acontece quando o pesquisador define de antemão o formato do que vai aceitar como achado.

10Perguntas frequentes

Quem foi Percy Fawcett?

Um topógrafo e explorador britânico, nascido em Torquay em 1867. Oficial de artilharia, foi encarregado pela Royal Geographical Society, em 1906, de mapear a fronteira entre a Bolívia e o Brasil, e chegou a tenente-coronel na Primeira Guerra — daí o “Coronel Fawcett”. Ver o homem.

O que é a cidade Z?

O nome que Fawcett deu, por volta de 1914, aos restos de uma civilização antiga que ele acreditava existir em algum ponto de Mato Grosso. Nas versões contidas, era uma cultura indígena complexa e esquecida; nas outras, herdeira da Atlântida. A ideia vinha do Manuscrito 512, de 1753, que descreve uma cidade de pedra com arcos e inscrições. Ver Z.

O que aconteceu com Percy Fawcett?

Não se sabe. A última carta saiu do Campo do Cavalo Morto em 29 de maio de 1925; ele seguiu para leste com o filho Jack e Raleigh Rimell, e nenhum corpo foi identificado. A explicação mais econômica é morte por doença, fome ou exaustão; a de que foram mortos por um grupo indígena se apoia no relato oral kalapalo e continua em disputa. Ver as leituras.

Os ossos de Percy Fawcett foram encontrados?

Não. Em 1951, os kalapalos entregaram a Orlando Villas-Bôas uma ossada apresentada como sendo dele, mas o Royal Anthropological Institute, em Londres, concluiu que não era: estatura e arcada dentária não correspondiam. Ver o que veio depois.

A cidade Z existiu?

Não como Fawcett a imaginava. Havia, sim, sociedades grandes no Alto Xingu: Michael Heckenberger documentou com os kuikuros o complexo de Kuhikugu, com cerca de vinte povoados ligados por estradas, pontes e canais. Mas era feito de terra, madeira e palha, não de pedra com arcos. Ver o que estava realmente lá.

11Fontes consultadas

Este dossiê é texto autoral. As fontes abaixo foram consultadas para apuração de datas, números e atribuições; nenhuma foi reproduzida.

  • Verbete enciclopédico consolidado sobre Percy Fawcett — biografia, carreira na Royal Geographical Society, expedição de 1925 e episódio da ossada.
  • Grann, D. — The Lost City of Z, 2009: reconstituição do caso, relato oral kalapalo e a controvérsia sobre o número de mortos nas buscas.
  • Hemming, J. — contestação da cifra de cem mortes em expedições de busca.
  • Heckenberger, M. et al. — trabalhos sobre urbanismo pré-colombiano e paisagens antropogênicas no Alto Xingu, incluindo o complexo de Kuhikugu.
  • Documentação pública sobre o Manuscrito 512, guardado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
  • Registros fotográficos de domínio público da expedição de 1925 e do episódio de 1951–1952.
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